sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cuidados com o Planeta...

A teoria do caos já caiu no senso comum faz tempo... onde quer que você vá, sempre terá um pra dizer que 'o simples bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo'.

Acontece que, se as pessoas realmente refletissem no que diz tal frase, certamente, ao menos um bocado, transformaria pelo menos as suas ações devastadoras, produtoras de caos do universo!

Despretenciosamente, caminho na linha de um pensamento sistêmico, dito ecológico em vários autores e tal... No sentido, Edgar Morin Teoria dos Complexos ou da Complexidade. E claro, me pego várias vezes contrariando o que defendo, mas chego lá.

O tema, está também bastante presente no cinema, seja escancarada ou disfarçadamente, talvez até por isso, chega na boca do povo, e claro, superficialmente... mas não culpo o povo; Há dias vi um filme, ruim no que se refere à produção, detonado pela crítica, fiasco de bilheteria, lançado em 2005 pela Europa Filmes: O SOM DO TROVÃO.

Futurista, o filme se passa em 2055 e tem cenário (terrível) com carros flutuantes (ridículos), uma gigantesca selva de pedra (premonitório); Vive-se num mundo onde plantas e animais são inimaginavelmente escassos. As pessoas, (de alto poder aquisitivo apenas) que queiram ter contato com algo da natureza, compram um pacote de um empresa de 'viagem no tempo', que os leva a uma 'aventura eletrizante' ao passado. Na tal aventura, chegam em equipe para matar um dinossauro. CONTUDO, existe uma regra básica e tudo é milimetricamente calculado pela equipe que leva os viajantes e um programa de computador altamente desenvolvido. A grande regra de controle é que não se leve nada do futuro ao passado e nada do passado ao futuro... Assim, haverá para sempre o equilíbrio, e a 'evolução' da espécie humana, não sofrerá nenhuma alteração, estarão sãos e salvos num 2055, sem plantas de grande porte, animais, ar puro (existe isso em 2010?), altíssima incidência de raios UVA... etc!

Eis que numa das viagens, acontece o que espera-se quando começamos a ver o filme. Um viajante, acaba pisando onde não deve - e não, não carrega fezes - e sem que ninguém veja, esmaga uma borboleta e leva parte desta em sua bota especial... Daí então, interfere na cadeia do ecossistema e coisas absurdamente exageradas, começar a aparecer no roteiro. Plantas gigantes, animais altamente feroses começam a aparecer a cada vez que uma 'onda' de tempo - que representa passos de evolução - se estabelece. O clima de não saber o que vem com a próxima onda, até dá uma tensãozinha.

Eis que o enredo se vai na tentativa de descobrir o que deu errado que está interferindo tanto no tempo, e conseguir consertar em meio ao caos, os erros e trazer tudo na mais perfeita ordem.

De tudo o que tem de ruim no filme, uma coisa, altamente interessante é bem trazido... os impactos da interferência nos sistemas... E o recado de que a longo prazo, mesmo que seja um inseto retirado do seu devido lugar, haverão impáctos profundos para o planeta.

Para termos idéia, o perigo de extinção do Lobo Guará põe em risco o cultivo do fruto do Araticum. A semente só germina se tiver passado pelo intestino do guará. Acabando-se o guará, araticunzeiros não mais surgirão (pelo menos naturalmente)... Cada inseto é polinizador de específicos frutos, e extinguindo-se alguns deles, teremos flores belas, estéreis. Morreu um maracujazeiro em minha casa, que ficou por anos, florindo belamente, a espera de mangangos para polinizá-lo e permitir que tomássemos dias depois, um suco dos bons...

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