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quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Alemanha II - O que fazer em Frankfurt em dias de verão

A viagem, a chegada e os trâmites da mencionados aqui https://quandoescrevoeuescrevo.blogspot.com/2019/06/alemanha-i-preparativos-viagem-de-ida-e.html , acreditem, leva a um cansaço estupendo... mas um cansaço na Europa! 

No dia seguinte à chegada respirar os ares de novidade deixava encantada e claro, curiosa. Quando o boy foi me buscar no aeroporto eu sabia que utilizaríamos o transporte coletivo, mas não pensei que seria tão tranquilo e agradável. O sistema de transporte em Frankfurt, pelo menos na minha condição de turista, avalio como excelente.
Pelo dia, pagava 5,10 euros na passagem que dava direito a uso por toda extensão de Frankfurt em linhas alimentadoras e trens. Portanto, um ir e vir bem facilitado.
No dia seguinte à minha chegada, ansiosa para conhecer a cidade, começamos por um tour no Höchst, um bairro mais afastado do Centro, há poucos minutos da Estação Central, e a uma estação de Unterliederbach, onde meu esposo residia. Em Höchst, cuja pronúncia até hoje não sei, há um centro comercial bem interessante, restaurantes diversos, bancos e descobri também, em outro dia andando por lá, uma espécie de parque às margens do rio Main e também um forte, com mirante para o leste e outros simpáticos restaurantes.

Nesse primeiro tour pelo bairro, já aproximada a hora do almoço, embora com cinco horas de diferença, eu já estava bem esfomeada, adentramos a um simpático restaurante flutuante de gastronomia local e peixes, se não me engano. Digo que estreei em grande estilo: prato de 14 euros que veio a ser inclusive meu preferidinho em todas as suas variações... Schintzel! 

nota restaurantes: preços justos, não exorbitantes pelo que oferecem.  

 Fizemos um rolê pelas ruas centrais e às margens do rio Main, e em detalhes e fotografias, exponho alguns pontos.
Ps.: Fotos de dias diferentes nos locais mencionados.

 Impressionada com as canequinhas das lojas de 1 Euro do Höchst.
 No restaurante Flutuante, cujo nome não sei...  O Rio Main na região onde o restaurante é ancorado.

A parte do Forte, com o farol ao entardecer e sua encantadora iluminação após o por do sol.






Mais adiante nos dias que se seguiram passeamos pelo Main nas tardes de verão, onde o calor é escaldante e os sorvetes de avelã são maravilhosamente deliciosos! O ritmo é frenético, as pessoas andam pelas ruas com roupas leves e curtas e o mais interessante: quando vemos algum olhar malicioso lançado às mulheres com vestuário mais à vontade, a cara do indivíduo conta que ele é estrangeiro! Pelo menos no quesito vestimenta, pude observar que as mulheres são respeitadas e não é porque usam shortinho curto, blusinha fina sem sutiã que "estão clamando por atenção e pedindo para serem assediadas". Hey Brasil!!! 






Pelas ruas do Centro Antigo, em alemão soa mais bonito, pegando à esquerda da estação central tem-se a visão de uma Frankfurt de casarões de pedra, estátuas, fontes e igrejas além de uma infinidade de lojas de souvenirs, sorveterias, bares e restaurantes, cujas áreas externas, de visual agradável e vento fresco, são destinadas à fumantes! Era uma luta sentar nelas, muitas vezes locais agradáveis mas ter que engolir sem reclames por ser espaço onde se pode fumar. Geralmente em dias de rua, almoçávamos ou jantávamos uma massa ou em quiosques de comida asiática. As massas, eu geralmente pedia um carbonara ou pizza, ficavam em torno de 7 euros e as porções, no geral, eram muito bem servidas. A pizza, na maioria das vezes, em torno de 5 euros é meio diferente daquilo que conhecemos como pizza: continua redonda, mas com mais molho e recheios parcos, o lance maior é o sabor massa e molho. A primeira vez o susto que fica é o costume de pedir uma pizza e aparecer um prato na sua frente com a pizza inteira para você comer sozinho! Nos quiosques de comida asiática, geralmente pedíamos ao estilo "China in box" o carboidrato, a proteína e o molho. Com em média 6 euros, uma caixa vinha comida suficiente! E dependendo de alguma guloseima ingerida tempo antes, sobrava arroz, que de tão gostoso, a gula as vezes não deixava sobrar. 




domingo, 23 de junho de 2019

Alemanha I - preparativos, a viagem de ida (e volta) e dicas dispensáveis.

Embora retardadamente aos fatos, iniciarei hoje uma série de memórias acerca de breve experiência que tive no ano de 2018 durante parte do verão e inverno na Alemanha.

SPOILER: falo nada de importante aqui. É mais uma introdução que em três linhas dava para resumir. Há o relato inicial, uma ou dias dicas e meus anseios e receios com a viagem.

Os preparativos para a viagem começaram ainda em 2017, quando meu esposo foi selecionado para o programa de intercâmbio de doutorado sanduíche naquele país e para lá se mudou por um ano, ficando eu no Brasil.
Inicialmente retomei as aulas de inglês, para que meu inglês tupiniquim desse pelo menos para o essencial aeroportuário e afins! 
Logo a parte burocrática de Polícia Federal, passaporte, informativos a cerca de cartão de vacinas, visto, regras, documentação e etc. 
Eis então, duas surpresas que para essa viagem, facilitariam alguns trâmites: 
Legalmente, sem visto você pode viajar para a Alemanha e lá permanecer até 90 dias no decorrer de um ano. Como em minha primeira viagem ficaria 41 dias, não precisava me preocupar com esse aspecto e foi também uma alívio saber que não precisaria de uma peregrinação para descobrir onde estaria meu cartão de vacinação, hava vista que à época, era dispensado a apresetação dele para adentrar ao país. 
Seguiu-se daí a procura por passagens aéreas, processamento de datas, organização financeira, adequação do casamento à distância (meu deus, eu passei por isso e sobrevivi), enfim, a parte prática da viagem: compra de passagens, roteiros de onde ir e do que fazer, onde hospedar durante as viagens internas que faríamos, quanto gastar, quanto comprar de Euro, quanto o cambio era cruel nas oscilasções, efim! 
Imaginem só a aflição para encontrar bons preços para viagem em período de férias escolares no Brasil, a ansiedade de rever o marido, de ir só em uma viagem longa, de não ter domínio da língua inglesa e não saber absolutamente nada de alemão a não ser entender que algém disse oi, tchau, não, sim e obrigado! (uau, sobrevivi bem a isso também). 

Após encontrar a passagem e marcar a data da viagem, cuja dica de ouro é fazer buscas com  bastante antecedência para inclusive sacar as oscilações e os menores valores praticados para não esperar por algo surreal, sendo importante também ter certa flexibilidade para dias de ida e volta, em 27 de junho de 2018, iniciei a jornada rumo ao Velho Continente.  

Embora houvesse toda tensão de viajar, sobrevoar o oceano, ficar 12h  em um único trecho, pensar como ocupar o tempo enquanto isso, pensar como vai ser lá, como está sendo em casa, enfim, toda a ansiedade que a situação de chegar em um país desconhecido, não sabendo o idioma local, tendo dificuldades no inglês, não sabendo ao certo como seria na imigração, na entrevista, efim, o rumo ao desconhecido, o "se joga", me deixava animada! Animava também pensar que havia feito a melhor escolha de trechos, haja vista ter usado (outra dica de ouro) buscar por voos diretos. Como meu esposo esposo nessa época já estava em Frankfurt, nada melhor que o voo direto Guarulhos Frankfurt. (Outra dica) Também é interessante  buscar companhias que tenham autonomia nos trechos e não necessite operar em parcerias. Na ida em junho com voo direto pela mesma companhia, seja no doméstico Goiania/São Paulo ou no internacional São Paulo/Frankfurt, me senti mais confortável e tranquila do que na volta, em agosto num primeiro trecho, de um voo não direto para o Brasil e operado por uma companhia diferente. 
Na volta sai de Frankfurt para Londres em companhia local que faria a operação do voo e vi que tudo acontece com outra organização que me deixou um pouco confusa, até porque, os espaços destinados à embarque e desembarque em cias. diferentes, são distintos. Outro ponto é o processo de deixada do país: deixei Frankfurt e passei pela imigração, cheguei em Londres tive que fazer entrevista para avisar que estava só em trânsito pelo aeroporto (fui bem recomendada que tinha que deixar Londres até a hora do meu próximo voo), tive que pegar as bagagens, fazer um mega tour com elas até chegar no embarque internacional e fazer novo despacho. 
Enfim, a experiência serviu para dois aprendizados: comprar passagens com a mesma companhia operando os voos ou comprar com intervalos de embarque maiores para que (tenha tempo de dar mancada) não precise apavorar-se receando atrasos. 

Enfim, após sair de Goiânia por volta de 12h, cheguei em São Paulo fiz uma visita a meu irmão, cunhada e sobrinha enquanto aguardava o voo para Frankfurt, que só saia proximo da 00h. Durante o voo foi tudo tranquilo, companhia aérea latina, com português como primeiro idioma para deixar o frio na barriga da imersão em outro idioma para mais logo. Chegando à Frankfurt, na imensidão daquele aeroporto, demoramos uns 25 minutos entre pouco e parada da aeronave. Desembarque, depois de "aceppt" alguma coisa escrita em alemão acerca da rede wifi local contatar aos familiares e encaminhar para a imigração. A fila estava longa. Enquanto isso, eu, que vivia assistindo programas de TV sobre aeroportos e tretas em que a polícia observava à paisana os transeuntes, esperava pensando que via várias vezes nos programas a polícia abordar pessoas que viajavam sozinhas e tinham atitudes suspeitas, se eu estava tendo alguma atitude suspeita! E já imaginava, ansiedade das brutas, se algum agente me abordasse e eu não sabendo falar alemão nem inglês direito... e a fila ia... Até que chegou minha vez e me encaminhei ao guichê, insegura, mas respondendo ao agente a saudação em inglês já indicando que não falava alemão! Queria ter dito isso em alemão... mas o treino não foi suficiente para eu soltar um sonoro "entschuldigung, ich spreche kein Deutsch"... simplesmente não sai até hoje! E então, respondendo à breve entrevista, engasgando com questões sobre a volta (pega de surpresa com a pergunta sobre os trechos de volta) e admirada com a educação, cuidado e paciência do agente (aliás, nas estadias pelo país me caiu por terra aquela história da grosseria do alemão), vi meu passaporte sendo carimbado e eu ser saldada com um bem vindo na língua local! 
Daí, a essa hora já explodiam em mim duas partes: o coração, em rever em alguns minutos meu esposo e a bexiga, cheia, pela ansiedade e pelo tempo de fila. 
Na saída do embarque lá estava ele (me aguardando com chocolate e girassóis, metira!) me aguardando já há algumas horas e também cheio de saudades. Encaminhamos para casa ele já fazendo as vezes de anfitrião e me dizendo coisas básicas para saber sobre o trasnporte coletivo e mostrando alguns pontos entre o aeroporto e a casa onde residia. 
Lá chegando, morta de cansaço pela extensa jornada, tomei um banho, deitei e dormi um pouco, enquanto aguardava-o preparar o jantar e já bastante admirada pelo adiantado da hora e o sol brilhar como se fossem quatro da tarde...

Mal sabia que ainda teria um bom pedaço de noite sob a luz do dia e um belo por-do-sol as 22h e que isso seria providencial para aproveitar ao máximo os próximos 39 dias ao lado de meu bem...