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sábado, 1 de dezembro de 2012

"Monstros" do Cinema II

Não só de monstros viveremos... e na segunda parte sobre personagens monstruosos, alienígenas e afins, teremos para começo de conversa personagens da saga Star Wars...

O co-piloto da Milleniun Falcon, Chewbacca em Star Wars é o personagem vivido por Peter Mayhew.

Em uma face a face, percebe-se os traços do ator na personagem.

Frank Oz fez a voz do Mestre Jedi Yoda... E consigo ver também, traços de Yoda em Frank...


E saindo do espaço sideral, temos não monstra, tampouco alienígena, a fantasmagórica e agourenta, jogadeira de praga... SAMARA


E a julgar pela beleza de Daveigh Chase, provavelmente haverão muitos que esperarão ansiosamente a ligação da moça para encontrarem-se com ela em 7 dias...


E indo ao mundo encantado de O Labirinto do Fauno temos, Pan (Fauno) e o Homem Pálido, mega surreal, vividos por Jones Doug...






Sem tocar o telefone, em sete dias, verão mais...

sábado, 24 de novembro de 2012

Os Monstros do Cinema nos anos 80

Existem alguns personagens do cinema, TV, seriados que me deixam extremamente intrigada!
Ainda bem que temos sites, bônus em DVDs...
Nos idos anos 90, em que Sessão da Tarde e o Cinema em Casa exibiam clássicos da infância da galera nascida por ali, digo, alguns anos antes no meu caso, podíamos ver muito deles...

Em alguns filmes via personagens que me deixavam no mínimo, curiosa. Engraçado que lembrei-me do primeiro filme que registro ter visto: A Mosca... será que era pra criança? acho que não, certamente me lembro exatamente porque não consegui dormir direito depois de ter assistido.

A Mosca no entanto, foi só um parêntese, e longo...
Dos tantos filmes das sessões de filmes exibidos pela TV aberta quando eu era criança, gostava de ver e rever Os Goonies... e o personagem Sloth um dos mais intrigantes naquele período, não tão longínquo assim.

Pensava como encontravam uma pessoa tão diferente - sim, feia - para fazer um filme... e procurava pelas ruas, alguém que pudesse se parecer com o Sloth pra eu acreditar no que não tinha como crer... que existia gente daquele jeito. Ah meus seis, sete anos!

Pois bem, menos rodeios, o post de retomada - por enquanto - é inspirado no SLOTH... Depois dessas viagens da infância, achei sempre interessante procurar quem eram os feios do cinema... E trago aqui, alguns deles que na pesquisa para a postagem, até me surpreenderam.

O primeiro da lista, que a medida que eu for me lembrando personagens irá aumentando, é SLOTH (quer chocolate!)...

Ele personificava o ditado "as aparências enganam"... E isso me encabulava mais!

Jonh Matusaki, fez o papel de Sloth... e aqui, a imagem do ator e sua transformação:


Matusaki, morreu em 1989, vítima de ataque cardíaco... 

Certamente não foi de susto de outro personagem que me fez acreditar que era mesmo alienígena... O PREDADOR...
E pasmei quando meu pai tentava me convencer que era gente... e éra mesmo! 

Fazendo a busca, descobri que Kevin Peter Hall, além de ser o Predador, foi alienígena em outros filmes e também o lendário, do ridiculamente trash, Monstro do Armário... (que convenhamos podia ser o monstro do vaso sanitário, dada a aparência de um enorme 'biscoito'!)
Segundo várias fontes disponível na net, Kevin era requisitado para fazer papel de monstros, alienígenas e afins, por conta de sua estatura... 2,20m de altura, tá liberado para ser aterrorizante!
Eis então, o 'homão'...
Em 1991, Kevin faleceu em virtude de uma pneumonia. Caso contrário, talvez fizesse algum papel no exército dos Huruk-Hai de o Senhor dos Anéis, que aliás, despertou-me curiosidades!

Trazendo mais um, deixando outros para demais postagens e para todos terem a certeza que estou quase na casa dos 30, o draconiano Jeriba Shigan, o Jerry de Inimigo Meu... 

Pruuuuuuhhhuuuu!



Louis Gossett Jr, viveu o personagem no filme lançado em 1985...
Até o próximo...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Silêncio dos Inocentes

O Silêncio dos Inocentes (1991) apresenta uma sequência de "O Dragão Vermelho". Dirigido por Jhonatan Demme, levou 5 estatuetas do Oscar sendo ainda indicado para mais 2. Ficando com título de melhor filme, melhor direção, melhor atriz, melhor ator, melhor roteiro adaptado.





Com a 5ª vitma sendo esfolada pelo denominado Bufallo Bill (Ted Levine), o Departamento de Estudos do Comportamento do FBI liderado por Dr. Crawford (Scott Glen), recruta mesmo antes de tornar-se membro do Bureau, a acadêmica Clarice Starling (Judie Foster) para auxiliar nas investigações. Clarice, que almeja uma carreira junto a Crawford vê a oportunidade de triunfo diante da missão que tem a cumprir: Comunicar-se e obter ajuda do psiquiatra forense, preso já a oito anos, Dr. Hannibal Lecter ( Anthony Hopkins), o Canibal.





Demonstrando pericioso desinteresse em ajudar a moça, Lecter meio que numa espécie de oportunidade para desentediar-se, acaba fazendo de Starling uma peça de um intrigante jogo psicológico. Os diálogos, trocas de informações e cortesia que desenrolam-se nas cenas entre Hannibal e Clarice deixam perceptíveis o motivo pelo qual levaram as indicações e as estatuetas de melhor atriz e ator naquele ano.





Enquanto os jogos de Hannibal se desenrolam, Buffalo Bill começa a desfilar também o seu perfil, um jovem transsexual perseguido por infelizes momentos na infância e a macraba vontade de vestir-se de mulher, com um tecido nada convencional, pele de suas vitmas.


O clima esquenta ainda mais quando Bill sequestra a filha de uma senadora. As autoridades mais do que nunca empenham-se em encontrar a garota antes de encontra-la morta, ausente de pele em partes do corpo e com uma mariposa presa na garganta, assinaturas do assassino serial. Em meio a negociatas e jogos com Clarisse, Lecter ajuda a traçar o perfil do assassino, barganhando então sua transferência para outra prisão, deixando-o distante do Dr. Chilton (Antony Heald) espécie de chefe da prisão que de certo modo não deixa de ser perturbador para Lecter, que demonstra querer sempre afastar-se do médico.



Informando um nome e a descrição física de Buffalo Bill, Lecter consegue sua transferência segurando o máximo possível de outras informações para chamar ainda mais atenção de Clarice, que segue pistas de Hannibal, conseguindo enfim, chegar ao assassino e salvar a vitma. Entretanto, no desenrolar de tais encaminhamentos, ao aguardo da transferência, fora do antigo hospital onde estava retido, Hannibal arma com classe, elegância, sangue, morte e surpresa, seu plano de fuga.


Ao fim da formação de Clarice, sendo agora então agente efetiva do FBI, o fugitivo Hannibal liga para ela, parabenizando-a... De certo modo, intrigando-a a procurá-lo Lecter não perde a oportunidade de fazer outro jogo.


Fato rápido, "O silêncio dos inocentes" abre os caminhos então para "Hannibal" considerado por muitos uma carnificina... eu particularmente que detesto 'massacres com serras elétricas, albergues, jogos mortais e afins' não achei 'Hannibal' tal aberração, a quadrilogia tem história, bons argumentos e requinte.


Enfim, mais uma boa pedida! Menos nas partes em que são servidas partes humanas... rs

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dragão Vermelho

Nessa primeira semana de férias revi uma 'trilogia' clássica do cinema. Refiro-me à saga do psiquiatra mais intrigante que tenho visto em filmes, Dr. Hannibal Lecter.


Com os filmes lançados disparçadamente, a história faz sentido cronológico com "Dragão Vermelho - 2002", seguido por "O Silêncio dos Inocentes - 1991" e "Hannibal -2001". Contudo, no cimena tem disso também, depois da 'trilogia' lançaram até o então - o último - "Hannibal, A Origem do Mal - 2007" que de certo modo 'encerra', ou não a saga do Canibal mais refinado que já vi - não que tenha visto outros!


Hoje, trago o Dragão Vermelho que, na minha leiga opinião seria uma leitura empolgantíssima, daquelas que ao ler o romance policial teria dificuldades até pra parar para necessidades básicas.


O renomado, refinadíssimo e frequentador da alta 'corte', o psiquiatra forense Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) guarda em seu 'bom gosto' peculiar gosto por órgãos humanos em alta culinária. Detesta pessoas deselegantes e acha-as um prato cheio! O filme inicia-se com Lecter em um concerto, e um flautista desafinando... Os desafinos nas agudas fazem com que Hannibal, em sua concepção, preste um serviço à sinfonica quando em alto estilo serve aos diretores da orquestra um jantar onde o prato principal é o pâncreas do flautista em questão! Satisfaz-se ao ver o canibalismo dos demais...


O flautista é uma dentre tantas outras vítmas do Dr. Lecter que unido ao agente do FBI Willian Grahan (Edward Norton) auxilia nas investigações de um assassino em série em que vem encontrando corpos faltando-se partes. Exatamente as vitmas de Hannibal, que inspirador de confiança de Will, desviava o foco de si. Com sua perspicácia Will acaba por perceber que o perfil traçado por eles estava incorreto, partilhando com Lecter que o assassino comia as partes das vitmas. Ao perceber que estava proximo de ser descoberto, Hannibal ataca Will que também o fere.


Tempo se passam da recuperação dos dois, Will se afasta do FBI e Lecter é preso. Com o aparecimento de novos casos de um outro assassino em série Grahan é convencido a colaborar com o caso e acaba tendo de recorrer ao seu velho parceiro, Dr. Hannibal, para evitar que o assassino cumpra mais uma fase de seu ritual.


Com intrigantes pontos de insanidade mental provocados por uma infância turbulenta, atormentado pela avó, temos aquele que provoca o reencontro entre o médico e o investigador, Francis Dolarhyde (Ralph Fiennes) o apelidado pelos jornais "Fada dos Dentes" que deixa um rastro de sangue e peculiares assinaturas em seus crimes.


O trabalho de investigação objetiva pegar Dolarhyde antes que a próxima família seja assassinada, tendo neste ponto, as negociações entre Dr. Hannibal Lecter e Will Grahan e a própria comunicação entre Lecter e o "Fada" que declara-se fã de Hannibal e inculsive se compara a ele em refino e astúcia acreditando ainda ser a grande encarnação do 'Dragão Vermelho', inspirado pela pintura de William Blake.


A sequência desenrola-se em ritmo de suspense, tensão e ação e não deixa de fora pontos cômicos das vaidades dos assassinos e encaminha-se para uma possibilidade de abandono 'digamos' do hobby de Francis quando ele se envolve com Reba McLane (Emily Watson), uma garota cega pela qual ele permite-se envolvimento exatamente por ela não poder vê-lo. Seus instintos inclusive, ou seja, o Dragão, quer que ele a mate também tendo ainda tal conflito.


Em um final surpreendente, o filme abre sequência para a visita de Clarice Starling a Dr. Hannibal Lecter, que afirma antes, que se a sociedade em que ele vive fosse de fato racional, mataria-o ou usaria-o de alguma forma.


Eis que a agente Clarice Starling (Jodie Foster) chega para "usá-lo" e cai em "O Silêncio dos Inocentes" na teia de jogos e armações do psiquiatra, sendo este, outro ponto para outro momento.


Um bom filme que vale a pena ser visto ou revisto.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Quem quer ser um milionário

Há quem oriente que, naquilo que não sabemos muito, não metemos o bedelho! Eu particilarmente, muitas das vezes concordo com isso! Competência Técnica! Fundamental para uma série de coisas... Mas vou me aventurar! Se alguém não gostar, lembro-me de uma bela frase meio que 'slogan' do Diário de Um Bobo da Corte

Quem tiver afim de conferir...

Eis que venho falar sobre filme! Já me aventurei a respeito de alguns, que me lembro agora, Cegueira e O Som do Trovão... Hoje, trago "Quem Quer Ser um Milionário" ganhador de 8 Oscar's em 2009!
O filme esteve na Tela da TV esta semana, e ouvi pessoas comentando sobre... interessante alguns comentários, as pessoas de fato sonham em ter, de repente, a sorte de Jamal Malik (Dev Patel) e mudar a vida...
Mas, não venho falar do comentário de pessoas, e sim fazer o meu;

Lembro-me da aventura que foi pra ver o tal filme... Tinhamos combinado de ir, uns amigos de minha irma e eu alguns amigos deles. Já estava em cartaz há um tempinho, mas ainda bombando nas salas... Enfim, não conseguimos assistir, ingressos esgotados! Logo pensei, prejulgando - não raro faço isso - "Se lotou, o trem vai ser bom não... o povo tudo tá vindo assistir" Aí, nessas horas subestimo as pessoas! Sem desvio no foco, o filme saiu de cartaz, e acabei esperando para locar. Quando assisti a primeira vez, fiquei impressionada com muita coisa...

Não entendo nada de Melhor Filme - até porque provavelmente não vi os concorrentes -, como se julga o melhor ator, o coadjuvante, a fotografia, trilha, figurino, direção e mais sei lá o que... FAto é que para mim, Quem Quer Ser Um Milionário está na lista de um dos melhores filmes que já vi.

A história, de um fundo romântico, demonstra o quão importante são os fatos e os significados que tem na vida de uma pessoa.

No enredo, um auxiliar de call center, inscreve-se num programa de perguntas e respostas que aumentam gradativamente o valor do prêmio a cada acerto... O participante Jamal Malik, perde a mãe quando ainda com sete, talvez oito anos, por conta da intolerância religiosa, vendo a mãe ser assassinada. Com o irmão mais velho e uma garota também órfã, passa por maus bocados no mundo de abandono, fome, más influências e o 'jeitinho' que tem de dar para conseguir levar a vida. É explorado por um aproveitador, aliciador de crianças que usa da mendicância infantil para enriquecer, consegue fugir com o irmão, deixando para trás, Latika, a garota que os acompanhou e que se tornou seu grande amor. Cresce em meio à dificuldades e não se corrompe ao crime, ao contrário do irmão, que nos conturbes da adolescencia, encontra Latika, mata o explorador e abandona o irmão enquanto busca agradecimento por ter salvo a garota. Jamal, Latika e Salim, se separam até um longo tempo se reencontrarem e novamente se perderem. A paixão, o amor e a vontade de proteger a amada dos que ainda a dominavam, faz com que o rapaz inscreva-se no programa e acaba por participar, no intuito de ser visto e encontrar Latika.

Pra quem não viu, até então dirá, nada de diferente... histotinha de amor e pronto, lindo! Os pormenores é que preenchem com tudo o que faz-me apaixonar pela obra.

Ao fim do primeiro dia no programa, Jamal, é levado a um interrogatório - nada amistoso - por suspeitarem que estava de algum modo, fraudando o programa e obtendo as respostas... O garoto pobre, órfão, favelado, morador de rua, de abrigo, explorado, servidor de chá num call center, não poderia, jamais, já estar na faixa de 10 mil rúpias. Não era possível que ele, sem estudos, chegasse onde estava... E eis que durante o interrogatório, diante de torturas, o garoto vai vendo, junto ao 'delegado' a fita do programa e explicando-lhe, como sabia, ou não, as respostas.

E pra beleza dos olhos de quem acredita numa vertente digamos de 'Educação Popular', de aprendizagens significativas, as histórias contadas por Jamal, fazem suspirarmos, seja de alegria, de tristeza, de nostalgia enfim, de significações infinitas!
O garoto pobre sem estudos, em nome de encontar-se com sua amada, mostra a toda uma Índia (que fez duras críticas ao filme, por mostrar as feridas do país - deve ter adorado as falsa India dos Caminhos Globais) que é preciso ter esperanças, sonhos e lutar pelo que se quer, que de quebra, pode ainda faturar outras coisas mais.

Jamal Malik, é um personagem modelo de resiliência, de força e de vida. De resiliência por mostrar-se forte, ao adaptar-se as mazelas oferecidas pela vida... é forte, por se adaptar, superar, e de vida, por mostrar que cada pedacinho que viveu, contribuiu em muito para sua formação. De repente, se vivessemos intensamente os fatos, conseguiríamos também atingir altos níveis de conhecimento, e se conseguissemos respeitar esta cultura, estariamos a anos luz adiante de muitos educadores...


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cuidados com o Planeta...

A teoria do caos já caiu no senso comum faz tempo... onde quer que você vá, sempre terá um pra dizer que 'o simples bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo'.

Acontece que, se as pessoas realmente refletissem no que diz tal frase, certamente, ao menos um bocado, transformaria pelo menos as suas ações devastadoras, produtoras de caos do universo!

Despretenciosamente, caminho na linha de um pensamento sistêmico, dito ecológico em vários autores e tal... No sentido, Edgar Morin Teoria dos Complexos ou da Complexidade. E claro, me pego várias vezes contrariando o que defendo, mas chego lá.

O tema, está também bastante presente no cinema, seja escancarada ou disfarçadamente, talvez até por isso, chega na boca do povo, e claro, superficialmente... mas não culpo o povo; Há dias vi um filme, ruim no que se refere à produção, detonado pela crítica, fiasco de bilheteria, lançado em 2005 pela Europa Filmes: O SOM DO TROVÃO.

Futurista, o filme se passa em 2055 e tem cenário (terrível) com carros flutuantes (ridículos), uma gigantesca selva de pedra (premonitório); Vive-se num mundo onde plantas e animais são inimaginavelmente escassos. As pessoas, (de alto poder aquisitivo apenas) que queiram ter contato com algo da natureza, compram um pacote de um empresa de 'viagem no tempo', que os leva a uma 'aventura eletrizante' ao passado. Na tal aventura, chegam em equipe para matar um dinossauro. CONTUDO, existe uma regra básica e tudo é milimetricamente calculado pela equipe que leva os viajantes e um programa de computador altamente desenvolvido. A grande regra de controle é que não se leve nada do futuro ao passado e nada do passado ao futuro... Assim, haverá para sempre o equilíbrio, e a 'evolução' da espécie humana, não sofrerá nenhuma alteração, estarão sãos e salvos num 2055, sem plantas de grande porte, animais, ar puro (existe isso em 2010?), altíssima incidência de raios UVA... etc!

Eis que numa das viagens, acontece o que espera-se quando começamos a ver o filme. Um viajante, acaba pisando onde não deve - e não, não carrega fezes - e sem que ninguém veja, esmaga uma borboleta e leva parte desta em sua bota especial... Daí então, interfere na cadeia do ecossistema e coisas absurdamente exageradas, começar a aparecer no roteiro. Plantas gigantes, animais altamente feroses começam a aparecer a cada vez que uma 'onda' de tempo - que representa passos de evolução - se estabelece. O clima de não saber o que vem com a próxima onda, até dá uma tensãozinha.

Eis que o enredo se vai na tentativa de descobrir o que deu errado que está interferindo tanto no tempo, e conseguir consertar em meio ao caos, os erros e trazer tudo na mais perfeita ordem.

De tudo o que tem de ruim no filme, uma coisa, altamente interessante é bem trazido... os impactos da interferência nos sistemas... E o recado de que a longo prazo, mesmo que seja um inseto retirado do seu devido lugar, haverão impáctos profundos para o planeta.

Para termos idéia, o perigo de extinção do Lobo Guará põe em risco o cultivo do fruto do Araticum. A semente só germina se tiver passado pelo intestino do guará. Acabando-se o guará, araticunzeiros não mais surgirão (pelo menos naturalmente)... Cada inseto é polinizador de específicos frutos, e extinguindo-se alguns deles, teremos flores belas, estéreis. Morreu um maracujazeiro em minha casa, que ficou por anos, florindo belamente, a espera de mangangos para polinizá-lo e permitir que tomássemos dias depois, um suco dos bons...

sábado, 18 de julho de 2009

Metáforas

Em uma pancada de coisas sou preconceituosa. Assustou-se? Bobagem todos somos, considerando preconceito um conceito PRÉ estabelecido, PRÉ elaborado, Pré-conceituado!! Bom, falemos, o preconceito das coisas não tem nada de ruim, o ruim é o que fazemos deste nosso preconceito!
Sou bastante precoceituosa com filmes... as vezes vejo um cartaz e logo preconcebo: "ah, isso não presta, certeza que nos quinze primeiros minutos vou querer meu dinheiro de volta"; há outros que apenas penso: "ah, isso só serve pra auto-afirmar alguma coisa. No caso pensei isso também pro Tropa de Elite, que nunca vi e nem verei, continuarei com meus preconceitos".
Há outros que num momento de ócio mais ocioso que qualquer outro acabo me aventurando. E algumas das vezes, surpreendendo-me.
Assim aconteceu hoje. No tedioso ócio de férias, entrei na locadora e olhando as prateleiras, torcendo o nariz pra inúmeras indicações da moça que trabalha lá, que sempre vejo e nunca soube o nome, encontrei Cegueira... pensei, ah vou levar isso, dou nada não, deve ser um trenzinho desses e pronto!
Lançado há uns dez meses ainda não havia VISTO. E surpreendi-me com o magnífico roteiro, baseado em Ensaio sobre a Cegueira de José de Saramago. Não entendo bulhufas do que dizem e premiam sobre cinema, mas o que me importa dizer neste momento é que simplesmente METÁFORAS estão tão presentes em nossas vidas que poderámos aprendê-las facilmente nos conteúdos de Figuras de Linguagens das aulas de Português...
Vivo dizendo, nem sempre consciente que olhei algo mas não vi. E isso o filme nos mostra muito bem... existem inúmeras coisas que sempre olhamos, mas não vimos!!
É preciso que aprendamos a olhar e ver. Só assim mesmo, talvez consiga escrever o que não consigo no momento!