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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Carlos Gomes - o prodígio braasileiro

Em 11 de julho de 1836 na cidade de Campinas - SP, nasceu o grande Antônio Carlos Gomes. Com história de vida triste, tendo perdido a mãe ainda na infância, passados por dificuldades na família,  Carlos Gomes foi reconhecido mundialmente por suas composições.

Apresentou seus atributos artísticos inicialmente com o pai e irmãos (26) e aos 18 anos compôs sua primeira obra e aos 23 apresentava em concertos com seu pai Manuel José Gomes. Saiu de São Paulo rumo ao Rio de Janeiro, onde figurava entre figurões e tendo conhecido Dom Pedro II, foi convidado a estudar música na Europa, onde obteve o título de Maestro. Uma das suas obras mais conhecidas, O Guarani teve estréia em 1870 em Milão.

Com diversas adversidades na vida, Carlos Gomes foi reconhecido pelo mundo e já com saúde debilitada aguardava reconhecimento no Brasil e nomeação para direção do Conservatório de Música. Em 1895 foi convidado pelo governador do Estado do Pará para organizar e dirigir o Conservatório paraense, onde enfim foi recebido pelo Brasil com grandes honras, após brilhar na Europa. Já bastante doente, assumiu o cargo e acaba falecendo em setembro de 1896.

Sua primeira ópera, foi Noite no Castelo (1861) e suas últimas foram Condor e Colombo (1895).

Alvorada da peça O Escravo (1889) Polemizada por alguns críticos que dizem ter faltado a Gomes coragem e vontade de sucesso fácil quando O Escravo trazia ao invés de representar escravos negros, representou índios como escravos.




Lindíssima Valsa da Bravura não encontrei o ano da composição...



A popular de A voz do Brasil - O Guarani (1870)



Enfim, ao Nhô Tonico Maestro e Compositor brasileiro, todas as Honras!

domingo, 3 de junho de 2012

HONRAS AO TRIBUTO À LEGIÃO URBANA

Na terça-feira, 29 de maio, em homenagem à banda Legião Urbana, que dispensa comentários, a MTV promoveu o TRIBUTO À LEGIÃO URBANA, onde Dado Villa Lobos, Marcelo Bonfá e Wagner Moura e mais três músicos - não nomeados nas fontes procuradas e que não foram poucas - retomaram canções da Legião e deixaram em êxtase, milhares de legionários.

Comemorando os 30 anos da Legião Urbana, o Tributo realizado em São Paulo reuniu mais 7 mil pessoas e dividiu opiniões de internautas, comentaristas, produtores musicais e os cambau!

Soube do Tributo na quarta, 30/05 quando ao abrir meu e-mail yahoo, havia lá um comentário de Regis Tadeu, que nomeou o Tributo como um karaokê de horrores. E proliferaram-se críticas aos desafinos de Wagner Moura e até de falta de 'pegada' de Marcelo Bonfá e Dado Villa Lobos pela rede.

Por outro lado, proliferaram comentários no YouTube de pessoas que assistem aos vídeos e entendem perfeitamente o 'espírito' da coisa.

Eu particularmente, quando vi a primeira, antes mesmo de ouvir desafinos, senti a emoção e a vibração de toda a galera extasiada com o clima do Tributo. Existiu aí, alma, vontade, paixão. Não sei porque, mas foi um som que fez parte (não deixou de fazer) da minha vida, com força, alma e paixão.
Longe de ser uma simples atuação de Wagner Moura, deu-me arrepios por talvez sim, fazer parte do meu ISO  ou por simplesmente demostrar sentimentos, alma e sei mais o que que as músicas de sucesso de hoje nem de longe me transmitem, muito pelo contrário, transmitem asco e irritação.

Entre tantos críticos do projeto, gostaria até de ver se já escreveram críticas sobre os 'tchu, tchás', 'lelelês', 'tchetchererês' entre tantas outras porcarias industriais, se já teceram comentários sobre desafinos de Teló, Lima, Cecília em seus  shows ao vivo! Aliás até me pergunto: É possível desafinar quando se diz exaustivamente um mesmo som infantil ou gutural?

Considero ouvindo isso, gravado em estúdio com todos os aparatos de limpeza vocais, bons músicos que com virtuosidade e anos de estudos, nem são conhecidos e que prosperam na profissão quando tem o mercado abastecido pela indústria fonográfica, que temos sim aí não só um karaokê de horrores, mas um circo de horrores!

Paixões que não tem como ficarem à parte, o Tributo a Legião Urbana, foi na sua concepção, magnífico e que expressa a verdade e a alma desta BANDA que foi e continuará sendo fenômeno de uma geração que quinze ou vinte ou mais anos depois lembrar-se-á das letras, longas e dos acordes e solos inconfundivelmente peculiares, ao contrário de 'tchutchás' e 'tchetchererês' e outras que se lembradas, serão por seus grunhidos.

As palavras de Wagner Moura:
"Essa é talvez, a noite mais emocionante de toda a minha vida" E me emocionou... e não foi empréstimo que um ator fez de seu corpo a um personagem.

E MONTE CASTELO, para lembrarmos e darmos HONRAS à LEGIÃO URBANA em especial à RENATO RUSSO e claro a Wagner Moura que merece sim honrarias por envolver-se e emocionar a tanta gente com este projeto.
Ps.: Neste há apresentação de alguns músicos do projeto.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Tirando-lhe a CARTOLA


Hoje, adianto para uma data de amanhã... Em 30 de novembro de 1980, o Brasil perdia um dos grandes compositores da história (e digo por minha conta e de milhares de outros)... Aos 72 anos, acometido por câncer, deixava uma grande contribuição, Agenor de Oliveira, Cartola!

De repente, temos em comum algumas coisas... A paixão por um bom samba, e, se eu disser que uma paixão pelo Fluminense, não estaria sendo tão honesta... ao Fluminense, uma grande simpatia!

Cartola, apelidado assim desde cedo, quando trabalhava na construção civil com chapéu para proteger a cabeça de cimento, teve uma infância nômade, perdeu a mãe ainda no início da adolescência. Compôs sambas enredo, sambas canções, partido alto... Com pouco estudo e grande percepção do mundo e sensibilidade, falava de alegrias, tristezas, cotidiano, amor! E quão bem cantava o amor, os sentimentos! Belas frases, composições, metáforas, comparações.

Contribuiu muito para a música brasileira, e só gravou seu primeiro álbum aos 66 anos. E fez história, faz até hoje. E num tempo em que de fato, era preciso arte para brilhar! E aos 66, Cartola brilhou, nas noites de boemia, nos palcos, festivais, programas... e brilhou com qualidade! Não foi produzido, gestou-se! Nasceu da realidade brasileira e encantou e me encanta.

Em seu Samba do Operário http://letras.terra.com.br/cartola/1102471/ . Na simplicidade exibe a verdade do modo de produção capitalista e chamava o povo a reflexão...
E em demais composições, exibia ainda, vocabulário rico, poemas magníficos...


Em seu sepultamento, ao som de bumbo e entoado "queixo-me as rosas, mas que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam, o perfume que roubam de ti" Cartola não mais comporia... Apenas poderiamos apreciar sua bela contribuição.

E em dúvida do que postar das maestrosas poesias, eis que Cordas de Aço, podem legitimar o que digo:

"Ah, essas cordas de aço
Este minúsculo braço
Do violão que os dedos meus acariciam
Ah, este bojo perfeito
Que trago junto ao meu peito
Só você violão
Compreende porque perdi toda alegria
E no entanto meu pinho
Pode crer, eu adivinho
Aquela mulher
Até hoje está nos esperando
Solte o teu som da madeira
Eu você e a companheira
Na madrugada iremos pra casa
Cantando..."

E a Ele, não tiro chapéu, tiro a Cartola!


domingo, 18 de outubro de 2009

Quintana, bom como Quindim!

O Supremo Castigo

Em todos os aeródromos,
em todos os estádios,
no ponto principal de todas as metrópoles, existe
- e quem é que não viu? -
aquele cartaz...
De modo que, se esta civilização desaparecer
e seus dispersos e bárbaros sobreviventes
tiverem de recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham os seus próprios arqueólogos -
estes hão de sempre encontrar,
nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra.
E pensarão eles que Coca-Cola era o nome do nosso Deus.

Mário Quintana

Fato: As fontes minerais da cidade de São Lourenço, em Minas Gerais e a própria água que serve à cidade são propriedade particular da Coca-Cola e são vendidas como mercadoria.

E ainda tem gente demais que perpetua isso!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Zumbidos

Sem inpiração, pra não ausentar-me mais ainda, posto de um admirado meu, algumas de suas reflexões:
"Seis moscas me zumbem na cabeça e não me deixam dormir. Na verdade, o mosqueiro de minhas insônias é muito mais numeroso, mas digo seis para simplificar o caso. A seguir descrevo algumas das angustias que à noite me atormentam. Como se verá, não são pouca coisa. Elas se referem nada mais nada menos, ao destino do mundo.
O espetacular desenvolvimento da tecnologia tornou possível que todos os globais habitantes deste mundo tenhamos passado mais de um ano, todo o 98 e boa parte do 99, acompanhando o grande acontecimento do fim do século: as façanhas da lingüista Mônica Lewinski no Salão Oval da Casa Branca. A Lewinskização globalizada nos permitiu a todos, ler, olhar e ouvir até o mais ínfimo detalhe desta epopéia da humanidade. Os grandes meios de comunicação de massa nos facultaram milhares de possibilidades de escolher entre aquilo e aquilo.
Já resplandecem, nas naves espaciais, os anúncios luminosos da Pizza Hut. Aqui na terra, Picasso é o nome do próximo modelo dos automóveis Citroen, e o Grito de Edvard Munch, esse alarido de um artista atormentado pelo que pressentia sobrevir, foi reciclado pela publicidade para um relançamento dos automóveis Pontiac. Em Berlim, acaba de completar seu primeiro aninho de vida um bem sucedido shopping center chamado Salvador Allende, de oito mil metros quadrados, numa rua que se chama Pablo Neruda.
Fast food: uma nova cadeia japonesa de restaurantes está competindo com o sucesso do McDonald’s. os clientes não pagam por prato e sim por tempo. Quanto mais rápido comem, menos pagam. O minuto custa trinta cêntimos de dólar. Só em Tóquio, já funcionam 180 destes postos de gasolina humanos.
Globalização. Salário de um operário da General Motors nos Estados Unidos: dezenove dólares por hora. Salário de um operário da General Motors no México, no outro lado da fronteira: um dólar e meio por hora.
Tarzan, dos estúdios Disney, é o maior êxito do cinema infantil ao fim do milênio. A historia como se sabe, passa-se na selva africana. No filme, não aparece nenhum negro.
Cinqüenta mil manifestantes tornam impossível a vida dos donos do comércio mundial, reunidos em Seatlle. Ali, Bill Clinton, o ex-presidente do planeta, pronuncia um discurso: ameaça com sanções os países que não respeitam os direitos dos trabalhadores. McDonald’s, o restaurante preferido do presidente, opera em todo mundo, e em todo mundo proíbe que seus empregados sejam filiados a sindicatos"
Como podem observar, alguns zumbidos, aconteceram já há alguns anos, mas a situação quando mudou, foi pra pior!
Recortes de partes da Obra O Teatro do Bem e do Mal de Eduardo Galeano.

sábado, 2 de maio de 2009

SALVE

Saúdo Augusto Boal... ainda não foi possível postar tanto quando necessito mas, tendo em vista o falecimento do ilustre dramaturgo e teatrólogo brasileiro, Chico ajuda no adeus...


Meu Caro Amigo - Chico Buarque

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

[ ... ]

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

[ ... ]

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus